terça-feira, 19 de setembro de 2017

Martin viveu em estado vegetativo por 12 anos


Mesmo desenganado pelos médicos, que lhe deram apenas dois anos de vida quando tinha 12 anos, Martin Pistorius nunca desistiu de viver. Ele ficou mais de 12 anos em estado vegetativo, e, desde aquela primeira previsão, já se foram 30 anos de muita luta e superação.

Pistórius, em Quando eu era invisível, publicado pela Astral Cultural, conta um pouco sobre o seu cotidiano. Veja algumas vivências importantes para sua recuperação.

1. Em primeiro lugar, o fato da família não desistir dele foi de extrema importância para Pistórius. Buscaram não apenas soluções para que ele saísse do estado vegetativo, bem como tecnologias avançadas para conseguir com que ele se comunicasse e melhorasse sua mobilidade.

2. Para que pudesse se comunicar, descobriram uma instituição chamada 'Comunicação Aumentativa e Alternativa, ou CAA. Após começar a frequentá-la, seu processo de inclusão deu um grande salto. As instituições de recuperação sempre têm um papel importante na reintegração do paciente em sua própria vida e na sociedade.

3. Pedir um suco, água, dizer que está com fome, com sono ou frio, é extremamente importante. O autor conseguiu, por meio da tecnologia, a comunicação, que foi parte imprescindível para ajuda-lo em sua na evolução tanto física, como emocionalmente.

4. Após Pistórius conhecer a terapeuta Virna, bastante coisa mudou. Foi ela quem descobriu que ele não estava mais em coma – continuava em estado vegetativo, mas estava consciente. Diferente de todas as tentativas anteriores, Virna utilizava a intuição, e investigou os pequenos sinais do paciente. Isso lhe mantinha vivo, ele sentia que ela era a única pessoa que realmente cuidava dele com eficácia. O fato de ela compreender a linguagem de sorrisos, olhares e inclinações da cabeça fez parte do processo de sua melhora de forma efetiva. 

5. Pistórius conta que a grande aliada presa em seu corpo é a imaginação. Durante esse tempo todo, ela foi o seu grande refúgio. Por meio do pensamento, como exemplo, foi um pirata, com muitas aventuras e diversão.Por muitas vezes, a superação precisa de pequenos atos de sensibilidade e muito apoio das pessoas que estão envolvidas. A vida de Martin Pistórius pode ser lida em Quando eu era invisível, publicado pela Astral Cultural.
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O que uma autora de romances tem em comum com uma atriz global?

Inspirada da vida da lutadora paranaense Erica Paes, a novela da Rede Globo ‘A Força do Querer’ traz à tona um tema que aos poucos vem ganhando visibilidade. Escrita por Glória Perez, a trama que estreou há poucas semanas tem chamado a atenção do público. A atriz Paolla Oliveira protagoniza o papel de Jeiza, uma policial do Batalhão de Ações com Cães que sonha em lutar MMA.

Colocar uma atriz conhecida por interpretar mocinhas indefesas como uma mulher independente, forte e determinada, pode ser um grande trunfo de Glória Perez para despertar a atenção do público sobre questões ligadas ao empoderamento feminino.

Tática parecida é utilizada por Kelly Hamiso, autora de Morgenstern, que utiliza o romance para traduzir aspectos das artes marciais para as leitoras. Em seu livro, Kelly que fez um intenso laboratório para compor a obra, busca desmistificar os preconceitos que envolvem esse universo e enaltecer o poder feminino nos combates, narrando minunciosamente lutas, exaltando regras, disciplina e respeito dos atletas dentro do octógono.

“Érica estava deitada de costas pro chão, com as pernas envoltas da cintura da adversária e os pés cruzados sobre suas costas de um modo que ela nunca escaparia, a cabeça da garota encontrava-se presa no triangulo do braço e só restava a Érica encaixar lhe perfeitamente a guilhotina e apertar-lhe precisamente para que a adversária desistisse. E foi o que aconteceu, apertou com tanta força que ambas ficaram sem a circulação sanguínea no rosto. A garota deu três tapinhas contra o braço da campeã, desistindo. Esta afrouxou o braço e se levantou num salto, exibindo um corpo perfeito debaixo da roupa de lycra.” P. 61

Morgenstern é uma obra sobre força, dedicação e, sobretudo respeito e reconhecimento da força feminina, seja dentro dos ringues, na vida pessoal, profissional e em qualquer meio da sociedade.
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Artista usa HQ para mostrar dificuldades de ser criança no Brasil


Um bebê nasce numa pequena casa de madeira do Brasil do século 16. Ao saber que a criança nasceu, o pai entra afobado no quarto querendo saber se sua mulher finalmente deu à luz um menino, porque ele não quer mais filhas. Esse é o primeiro capítulo da história em quadrinho (HQ) A Infância do Brasil, de José Aguiar.

A HQ é dividida em seis capítulos, cada um dedicado a um século desde o início da colonização do Brasil por Portugal. E, em cada capítulo, o autor mostra as dificuldades enfrentadas pelas crianças, principalmente as mais pobres e de minorias étnicas, no país, como a desigualdade de gênero, o preconceito racial, o trabalho infantil, a mortalidade infantil e a pobreza.

Tudo isso usando, como pano de fundo, episódios históricos como as bandeiras paulistas, a promulgação da Lei do Ventre Livre e a consolidação das leis trabalhistas. Durante a execução do projeto, o artista contou com a consultoria e pesquisa da historiadora Claudia Regina Baukat Silveira Moreira.

“Foi um processo bastante delicado, de auto-descoberta e de tomar consciência das coisas que acontecem ao nosso redor. Eu percebi que, infelizmente, continuamos repetindo os mesmos erros e insistindo em questões que já poderiam ter sido superadas. Em cada capítulo, eu comparo o passado com o século 21, para mostrar que ainda temos discriminação, abandono, indiferença, exploração do trabalho infantil, questões raciais, discriminação de gênero”, conta Aguiar, que teve a ideia de criar o projeto depois do nascimento do filho, em 2010.

A Infância do Brasil foi publicado em formato de revista, pela editora Avec, e conquistou neste ano o Troféu HQMix, a principal premiação brasileira do segmento. O trabalho também pode ser lido gratuitamente na internet. No site, os leitores podem não só ler a história em português, inglês, francês e espanhol, como também podem escolher uma versão comentada da história, em que são contadas curiosidades da história do Brasil, como as informações sobre o parto no século 16.

HQs e a realidade brasileira

Além de A Infância do Brasil, outras histórias em quadrinhos lançadas recentemente também abordam a realidade brasileira. Uma delas é Medeia, HQ de Mariana Waechter, que usa um mito grego para tratar de questões como o terrorismo, a violência policial e as injustiças sociais.

Em O Aguardado, Augusto Botelho usa a lenda de Dom Sebastião I, rei português que teria morrido durante uma batalha no norte da África, no século 16. O fim incerto do rei alimentou uma lenda popular de que o rei retornaria, um dia, para salvar Portugal.

Na HQ, o autor imagina um retorno de Dom Sebastião ao Brasil contemporâneo e aproveita para abordar questões como a situação política brasileira e a onda de manifestações de 2013.
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domingo, 17 de setembro de 2017

Bukowski e gatos, duas paixões


Gatos são os animais mais admirados por Charles Bukowski, que chegou a ter vários deles ao mesmo tempo. Considerava-os professores, sábios e sobreviventes – como ele próprio. Esta coletânea é composta de textos inéditos sobre esses bichos misteriosos que tocaram a alma alquebrada do Velho Safado. Uma leitura crua, terna e divertida.

Charles Bukowski, o poeta da sarjeta e da ressaca, o romancista do desencanto do sonho americano, quem diria, tinha um fraco por bichanos peludos e ronronantes. Principalmente na velhice, tornou-se sentimental com os felinos, que considerava criaturas majestosas, potentes e inescrutáveis, seres sensíveis cujo olhar inquietante pode penetrar as profundezas da alma. Eram, para ele, forças únicas da natureza, emissários sutis da beleza e do amor.

Abel Debritto, biógrafo do autor que editou duas outras coletâneas temáticas, Sobre o amor e Escrever para não enlouquecer , reuniu aqui poemas e textos em prosa inéditos contendo reflexões sobre os animais que tanto fascínio e respeito provocavam em Bukowski. Os felinos retratados por ele são muitas vezes ferozes e exigentes. Ele os mostra perseguindo uma presa, passeando sobre páginas datilografadas, acordando-o com unhadas e mordidas.

Se o personagem Henry Chinaski era seu alterego, os gatos são seu alterego de quatro patas. Pois, ao discorrer sobre gatos – vagabundos, lutadores, caçadores e sobreviventes –, o Velho Safado fala, na verdade, sobre seu melhor assunto: ele próprio.
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sábado, 16 de setembro de 2017

Nazaré Imbiriba Mitschein lança 1º livro de contos

Fazendo questão de dizer que está “colocando a pontinha dos pés nos mares do cenário literário paraense”, Nazaré Imbiriba Mitschein estreia com o livro “A Cobra e Outras Vidas”, assinando como Chuca. 

Para quem a conhece como professora com vasto currículo ligado às questões internacionais vale este esclarecimento. A internacionalista se insere no mercado literário, assinando com o apelido carinhoso, adotado, desde a mais tenra idade, pelos amigos, Chuca. Outra persona, quem sabe?!

Neste primeiro livro, estão dois longos contos – ou seriam novelas? - seguidos de mais seis curtas histórias, crônicas - ou prosa poética? O livro chega após muitos anos em que Chuca escreve sem trazer nada a público. São textos hilários, trágicos e sobre amores.

“Não são textos biográficos, mas trazem coisas que vi e presenciei em minha vida andarilha de relações com o mundo”, comenta a autora, que na vida profissional já publicou artigos e livros mais técnicos.

O primeiro conto-novela “A verdadeira história da cobra que quase matou o Presidente ou uma história de vingança amorosa” é inspirado em uma notícia de jornal sobre a visita de um presidente ao nordeste, que resultou na morte de uma cobra. O texto se debruça sobre um fato que beirou ao ridículo, envolvendo ecologistas e a opinião pública sobre ter sido aquilo um ato de salvamento ou um crime ambiental.

Os personagens Elpídio e Joana Deusa aparecem, pela primeira vez, como dois apaixonados, e voltam em ‘O Silêncio de Elpídio’, uma história completamente distinta, em que reaparecem como mãe e filho. “São nomes que evocam meus ancestrais paraibanos”, diz a autora.

A terceira e última parte do livro, intitulada “Outras Vidas Relidas”, reúne os contos menores, que trazem as vivências da autora, misturadas ao imaginário e observações de vidas outras: “Cartinha de Medo a Óbidos”, “Os Cheiros do Mundo Índia”, “Ela não vai voltar nunca”, “Tempos Perdidos”, “Porque Mexer na Alma” e “Os Egípcios Venceram”.

A ilustração na capa é uma aquarela de Miguel de Lalor, filho mais velho de Chuca, que vive em Paris. Há também ilustrações de obras de Dina Oliveira, Zoca, Luciano Oliveira e Neuza Titan... tudo família! O projeto gráfico e diagramação é de José Fernandes (Zoca). A obra sai pelo Programa Trópico Úmido-IEMCI, da UFPA, com Patrocínio Cultural da Construtora Paraense de Estruturas Metálicas - COPEM e apoio da Academia Artística e Literária de Óbidos, da qual Chuca é membro.

Obra sensível com personagens bem construídos

Antes de se lançar como escritora, neste momento da vida em ela quer mais é se dedicar á literatura, Chuca teve o cuidado de submeter seus textos à crítica literária e os enviou à escritora carioca Lúcia Facco.

“Ela seria uma pessoa imparcial, pois não nos conhecíamos, ele não tinha nenhuma referência sobre mim. Era o que eu queria, uma análise sem firulas. E a surpresa foi grande quando tive o retorno de Lúcia, que também escreveu uma pequena crítica na quarta capa do livro”, comenta Chuca.

“... Chuca entra no mercado literário com o pé direito, ‘A cobra e outras vidas’ apresenta ao leitor textos densos, carregados de sensibilidade e poesia. Histórias com personagens maduros, consistentes, que nos deixam emocionados, encafifados, pensando e repensando sobre diversos aspectos da vida. Lembranças, culpas, cheiros, paisagens, dores se misturam em textos plenos de construções criativas e estruturas sofisticadas. É um livro para ser saboreado, degustado aos bocadinhos para que tenhamos oportunidade de perceber suas nuances. Espero sinceramente que seja o primeiro de muitos”, disse Facco.

A apresentação do livro é de Rosa Assis, que estudou com Chuca no Colégio Estadual Paes de Carvalho, situado até hoje na Praça da Bandeira. “Os traços harmoniosos, ritmados, lírico-melódicos se mesclam com passagens sensuais, com traços eróticos, tudo bem sedutor, e, assim, visualizamos em várias passagens um quadro como que à mão pintado, e dele ainda ressoa uma voz de acalanto”, ressalta Rosa Assis, Doutora em Literatura.

O prefácio traz um relato emocionado, escrito por Amarílis Tupiassu. “... O volume fascina porque se cobre de originalidade, de textualização própria, neologismos, encantaria, a palavra a dar mostra da Chuca irrequieta, dona de sons que não temem a proferição, investidos de decidida mostra de liberdade na concepção e realização literária. Certo é que a autora vem a público, destituída de qualquer restrição...”, diz a professora e amiga.

O posfácio é da Doutora em Desenvolvimento Sustentável, Marilena Loureiro da Silva. “Apoiar a primeira obra literária pública de Chuca, que transita entre o conto, a crônica ou qualquer outro nome que esses relatos de alma deixem expostos, é contribuir, de forma consciente, com o fortalecimento do cenário artístico-cultural amazônico e paraense, ele mesmo tão especial e único, em suas formas, linguajares e visões de mundo”, escreve Marilena.
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Casal de atores globais aventureiros lança livro


O casal de atores da TV Globo, Max Fercondini e Amanda Richter lançam América do Sul Sobre Rodas, uma obra que é o diário completo da viagem dos dois pelo continente sulamericano em um motorhome.

Os mais de 21 mil km percorridos recheiam as páginas da obra com belíssimas fotos e curiosidades da viagem. Amanda e Max também relatam em vídeos e conteúdos especialmente feitos para o projeto, as suas opiniões sobre os locais, culturas e outros assuntos relacionados – tudo incluído pelo sistema QR Code, presente em diversas páginas da obra
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

“My Take on Me”, a biografia sobre a formação do a-ha e os grandes momentos da banda


“Na vida, há certas ocasiões em que a Terra não sai do lugar e, ao mesmo tempo, você sente que ela continua girando em torno de seu próprio eixo. Passei por um momento assim durante minha apresentação no maior festival de rock do mundo. Em janeiro de 1991, o A‑ha estava no Brasil, no mundialmente famoso Estádio do Maracanã.”

Foi numa noite quente de 1991, durante o show histórico no Rock in Rio, que Morten Harket descreve como viveu um dos dias mais surreais da sua vida. Diante de uma plateia de mais de 200 mil pessoas – recorde registrado no Guiness Book – o trio norueguês conheceu a paixão do povo brasileiro pela banda, e finalmente se deram conta de que haviam conquistado muito mais do poderiam sonhar.

A Faro Editorial lança em junho a autobiografia de Morten Harket, vocalista da banda norueguesa A-ha e considerado o maior artista do país escandinavo. “My Take on me” revive os percursos de cada integrante do trio que formou uma das bandas mais amadas dos anos 1980/1990, que já vendeu mais de 80 milhões de discos e, após 30 anos, mantém no país uma grande legião de fãs, grande parte entre o público jovem. Não à toa foi o show mais concorrido do Rock in Rio de 2015. E o Brasil praticamente abre e fecha o livro.

Neste relato os leitores vão descobrir como um garoto de subúrbio de Oslo, que sofria bullying na escola, virou o frontman do grupo que fez sucesso mundial com o synthpop romântico e marcou a cena musical, ao lado de Duran Duran, Pet Shop Boys e Wham! O jovem que era conhecido por sonhar acordado na Noruega mudou-se para a Inglaterra e tornou tudo realidade: Morten Harket, umas das vozes mais respeitadas do meio artístico revela aqui mais do que sua arte.
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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

'Chame como quiser' surpreende leitor com contos fantásticos


Histórias com enredos fantásticos, ironia e um pouco de acidez, é o que promete o livro Chame Como Quiser, de Anderson Henrique. Publicado pela editora Penalux, a obra reúne 13 contos inusitados que recorrem ao niilismo e ao sarcasmo para dissecar o cotidiano e questionar as relações humanas.

É comum classificar os livros e seus autores em correntes, escolas ou times. Chame Como Quiser é um caso à parte. Não há um apego à temática ou ao estilo uniforme nos contos que compõem a coletânea. Em “Invisível”, por exemplo, temos uma narrativa que examina a dinâmica dos núcleos familiares através da rotina de um adolescente que tem a convicção de estar desaparecendo. 

É um texto que se aproxima do fantástico para indagar a fragilidade dos elos sociais. Já em “O jantar”, a inclinação na direção do absurdo é clara: um funcionário de escritório é convidado para um jantar misterioso em que é tomado por uma celebridade de renome internacional. Vemos a ascensão do personagem à condição de divindade e seu inevitável regresso ao mundo dos mortais. 


A variação nos temas e nas opções estilísticas parecem definir o livro desde a escolha do título: recortes urbanos quase jornalísticos se misturam a narrativas que apostam em tradições regionalistas; contos que remetem ao realismo mágico como “Multiplicai” figuram ao lado de textos pueris como “Belinha” e histórias que investigam o material humano de dentro para fora como em “A obra”.

O livro sai com a chancela de Marcelino Freire. E para que não se pense que a literatura aqui é levada ao extremo da seriedade, sisuda e tradicional, uma subscrição na capa indica que este é o segundo volume de uma série de um livro só. Anderson extrapola o jogo no conteúdo, em sua biografia e nos elementos gráficos que compõem a obra.

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