quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O desenvolvimento da competência leitora nas diferentes disciplinas


O desafio do letramento no Brasil ainda é imenso, uma vez que é alto o índice de alunos alfabetizados que não compreendem o significado dos textos. Insatisfatório, o nível de letramento traz um forte efeito multiplicador negativo, já que a leitura é uma competência fundamental ao bom aproveitamento de todas as disciplinas e fontes de conhecimento. Para se ter uma ideia da relevância do tema, deficiências na área de matemática, por exemplo, podem estar ligadas a problemas de interpretação de textos, porque os estudantes não compreendem o enunciado das questões.

Todo texto, tomando como referência o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895-1975; estudioso da linguagem humana), é um gênero discursivo. Ou seja, há um discurso a ele intrínseco que é construído de acordo com o autor, interlocutor, situação de comunicação, imagens associadas, contexto histórico etc. Há, portanto, todo um contexto capaz de ajudar no entendimento. No processo de aprendizagem da leitura, essa visão deve permear não apenas a disciplina de língua portuguesa, mas todas as disciplinas. Professores de diferentes áreas têm, portanto, a missão de “ensinar o aluno a ler”.

As escolas, por sua vez, têm que estar conscientes do seu compromisso em garantir que os alunos desenvolvam, nas diferentes áreas do conhecimento, os procedimentos de leitura exigidos pelos distintos gêneros discursivos.

O texto expositivo, por exemplo, é um gênero presente na maioria dos livros didáticos das diferentes disciplinas. Para compreendê-lo é preciso fazer perguntas: qual é o contexto em que esse texto aparece? Para quem foi escrito? Como esse texto se organiza? No processo de aprendizagem da leitura, o texto tem que ser trabalhado dentro de um contexto de produção e recepção.

Para ensinar o aluno a ler os diferentes gêneros, o professor deve dominar os aspectos que compõem o texto. É necessário que haja compromisso do professor com o seu planejamento, para que ele se aproprie das características do texto que será trabalhado com os alunos. Seja um gênero da esfera literária, jornalística, publicitária, científica ou escolar, o professor tem que ter clareza dos objetivos de ensino e aprendizagem.

Além da apropriação do gênero, o educador deve ensinar as diferentes estratégias de leitura que possibilitam o engajamento com o texto. As intervenções do professor devem criar situações didáticas que ajudem o estudante a aplicar seu conhecimento prévio, a realizar inferências para interpretar o texto e a identificar e esclarecer o que não entende. O compromisso da escola é garantir que todas as áreas incluam em seus planejamentos o ensino da leitura dos gêneros discursivos escolhidos para o trabalho.

Mas como as estratégias didáticas revelam essa concepção teórica? Apresento alguns breves exemplos para apontar caminhos para a atuação prática do professor no papel de formador de leitores competentes. Em língua portuguesa, o professor pode propor o estudo de um gênero discursivo, como por exemplo uma notícia, e compreender os recursos linguísticos próprios de texto da esfera jornalística. Além de possibilitar que o aluno compreenda a situação de produção de uma notícia, onde o texto circula, quais os temas que são tratados, o professor ensina os aspectos gramaticais exigidos pelo currículo. Na disciplina de geografia, por exemplo, o professor pode explorar a leitura de um mapa, ou um infográfico, analisando a estrutura própria desses gêneros. Ele pode realizar intervenções de modo que os alunos estabeleçam relação entre imagem e texto, entendam as funções das legendas etc. Para isso, deve apropriar-se do texto antes. Desse modo, garante a compreensão do gênero e a aprendizagem dos conceitos da disciplina. Em matemática, o professor pode aprofundar-se nos recursos linguísticos próprios de um enunciado e trabalhar a interpretação de palavras, como “diferença”, “sobra”, “reduzir”, que muitas vezes possuem sentido distinto daquele usado no cotidiano. É papel do professor instrumentalizar o aluno para ler os textos próprios de cada disciplina. Há diversas maneiras de ler e distintos objetivos de leitura. O compromisso de ensinar a ler deve ser de todos.

De acordo com essa perspectiva, é fundamental o trabalho com o desenvolvimento da leitura crítica dos textos. É preciso, dentro de cada gênero, apresentar as diferentes vozes presentes no texto. Para tanto, o professor pode explorar os locutores e interlocutores de cada produção estudada e pensar como essas diferentes vozes influenciam na escolha das palavras, na composição do texto, no estilo, nos locais de circulação etc. Essas habilidades de leitura devem ser ensinadas, para que o aluno se torne um leitor competente, proficiente e engajado.

A necessidade atual de mudança nas estratégias de ensino e aprendizagem fica evidente quando vemos um leitor ser capaz de decodificar um texto, mas não ser capaz de inferir o sentido de uma palavra, por exemplo. A questão é que a escola ensina o código, mas nem sempre está atenta a propor tarefas para que o aluno pratique a leitura de maneira a desenvolver as diferentes habilidades que compõem a competência leitora. A tecnologia, nesse contexto de Era Informatizada, tem papel fundamental. Do momento de planejar ao de avaliar, a tecnologia deve estar à serviço das relações de ensino e aprendizagem. Algumas ferramentas vêm sendo desenvolvidas nas áreas de matemática, ciências, e na área de comunicação entre professor e aluno, por exemplo; na área da linguagem, também existe uma ferramenta que trabalha a leitura dentro dessa perspectiva.

Permanece, assim, o desafio de colocarmos em discussão as diferentes formas de pensar e entender a leitura de maneira a atingir eficácia na relação ensino aprendizagem em todas as áreas do conhecimento. Além disso, de considerar que as práticas em leitura devem integrar um aprendizado contínuo, sempre levando em conta novas habilidades a serem desenvolvidas e consolidando as habilidades já adquiridas, e isso não apenas na fase inicial da vida escolar da criança.

Com base nessa ideia de um processo contínuo de ensino e aprendizagem, e em um contexto altamente informatizado e veloz nas informações, o professor deve buscar o compromisso diário de formar leitores críticos. Torna-se cada vez mais importante que o aluno do século XXI atinja a proficiência e a criticidade em leitura, para, dentre outras habilidades, ser capaz de considerar diferentes perspectivas. O docente é, certamente, um dos profissionais que tem em mãos o privilégio de levar o país para um outro patamar na área da leitura. E a escola tem, portanto, a tarefa de promover estratégias, tempo e espaço, que auxiliem o trabalho de planejamento dos professores das diferentes áreas.


*Por Leticia Reina. Mestre em linguística aplicada pela PUC-SP, pós-graduada em psicopedagogia pela Unimarco e graduada em psicologia pela Universidade São Marcos. Atualmente é diretora pedagógica da Guten Educação e Tecnologia. Com 20 anos de experiência em educação, trabalhou em escolas referência em São Paulo em cargos de coordenação e orientação. Foi professora da pós-graduação no Senac-SP e atuou na elaboração de materiais didáticos na FTD.
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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Fenômeno da literatura de fantasia argentina chega às livrarias brasileiras


Chega ao Brasil o primeiro volume da pentalogia Bruxas, série best-seller da Argentina. Escrito pela “rainha do gênero de fantasia”, segundo o jornal Clarín, Tiffany Calligaris virou uma febre entre os jovens do país. Influenciada pela autora J.K Rowlling, a escritora fez uma pesquisa de campo em Salém para criar o enredo que envolve bruxas e outros seres míticos.

O livro conta a história de Madison Ashford, estudante de design em Boston, que leva uma vida sossegada até o aparecimento de um novo aluno da faculdade, Michael Darmoon. O jovem e suas duas primas, também recém-chegadas à cidade, parecem ser envoltos em uma aura misteriosa. 

Na presença de Michael e suas exóticas primas, nascidos em Salem, situações bizarras começam a ocorrer no campus e Madison vira alvo de alguns desses acontecimentos: lâmpadas estouram quando ela e o garoto se esbarram nos corredores, sonhos enigmáticos passam a ocumpar as noites da jovem e um gato preto surge nos momentos mais inesperados. 

Como tais acontecimentos bizarros conectam todos os personagens? Como os episódios acontecidos em Salém, palco principal do julgamento das bruxas em 1692, podem reverberar na atualidade? Essas só algumas das questões que Madison precisa desvendar no primeiro livro da pentalogia Bruxas.
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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Editora Alaúde lança Revelando Trump


Revelando Trump (Editora Alaúde) é o relato mais atualizado e completo sobre o 45o presidente dos Estados Unidos, narrando toda a sua trajetória ao cargo mais poderoso do mundo: desde a infância nos subúrbios de Nova York, os anos de formação em uma academia militar, a turbulenta carreira no ramo imobiliário e na indústria do entretenimento e a ascensão à presidência dos Estados Unidos. 

A obra foi escrita pelo repórter investigativo Michael Kranish e pelo editor Marc Fisher, com base em mais de 30 artigos de diversos jornalistas do The Washington Post. Para a tarefa de conseguir os detalhes sobre a trajetória de vida do empresário, o jornal convocou uma equipe de mais de 20 repórteres, 2 checadores e 3 editores liderados pelo editor-executivo Martin Baron – o mesmo responsável pelo trabalho investigativo do The Boston Globe retratado no filme Spotlight. 

O resultado é uma reportagem biográfica minuciosa sobre o atual presidente dos Estados Unidos que vai muito além do âmbito político, trazendo detalhes de sua vida pública e privada, seus negócios, suas controversas mudanças de opinião e até mesmo sua desenvoltura esportiva. 

Nesta edição brasileira, o prefácio é escrito pelo professor Carlos Gustavo Poggio Teixeira, diretor do Departamento de Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP, cuja pesquisa acadêmica já desenvolveu diversos artigos sobre o tema. 

“O livro de Fisher e Kranish confirma involuntariamente que se quisermos entender a eleição de Donald Trump, o único presidente que jamais ocupou algum cargo na estrutura estatal, devemos compreender as mudanças sociais pelas quais os Estados Unidos passaram nos últimos anos. A eleição de Trump é resultado de algo maior que ele – aquilo que poderíamos chamar de “trumpismo”. Trump pode passar, mas o trumpismo tem raízes mais profundas.” (Carlos Gustavo Poggio Teixeira). 

A extensa pesquisa e a atenção aos detalhes que podem passar batido na constante urgência das coberturas de notícias diárias fazem de Revelando Trump uma biografia indispensável para não só ter uma visão mais abrangente das nuances que compõem a complexa personalidade do presidente Trump, mas também compreender melhor que características o fizeram ser escolhido pelo povo e como elas se encaixam nos novos movimentos da política mundial. No mundo todo, temos observado o surgimento de líderes que se identificam mais como gestores, com uma visão econômica mais liberalista, porém politicamente mais conservadores.

Ao mesmo, Revelando Trump permite ao leitor identificar as motivações por trás das fortes opiniões do empresário sobre temas como: economia, comércio exterior, imigração, terrorismo, racismo e questões de gênero. A partir da leitura, Donald Trump é, finalmente, revelado em um personagem complexo e mais profundo do que sua linguagem simples e atitudes polêmicas o fazem parecer ser. Afinal, ele não se tornou o presidente da nação mais poderosa do mundo por acaso.
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sábado, 19 de agosto de 2017

Médico lança livro gratuito que desmistifica o TDAH


O neuropediatra do Instituto NeuroSaber Dr. Clay Brites é o autor do e-book “Mitos e Verdades sobre o TDAH - Entendendo para incluir”. A obra esclarece dúvidas sobre o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O livro pode ser baixado gratuitamente pelo link http://entendendoautismo.com.br/e-book-mitos-e-verdades-sobre-o-tdah/ .

Para o especialista, há muitas informações deturpadas e preconceituosas propagadas pelo senso comum sobre o assunto. Por exemplo, algumas pessoas falam que o transtorno é uma doença inventada. Porém, o TDAH é uma das condições médicas mais pesquisadas e posta à prova de evidências científicas. “Seus mecanismos neurobiológicos são conhecidos desde a década de 50”.

Segundo Brites, outro erro discutido no e-book é sobre o conceito equivocado das pessoas em afirmar que TDAH é igual a hiperatividade. E não é verdade. “De 30 a 40% das crianças com TDAH só apresentam déficit de atenção, mas não são impulsivas nem hiperativas”.

Mais um equívoco muito falado é que o transtorno se trata de um problema de cunho social e culpa dos pais e educadores. Pelo contrário, o especialista explica que o TDAH não é resultado de má educação, falta de limites, perda de oportunidades, abandono afetivo nem lares desajustados. “Existem pesquisas recentes que mostram que a incidência de TDAH é mais ou menos igual em todo o planeta independente da cultura e nível social”.

- Alguns podem não saber, mas crianças inteligentes e espertas, e ainda de boas famílias, quando portadoras de TDAH tem seu potencial intelectual e funcional no ambiente muito mais reduzido e prejudicado. E isso não é culpa dos pais nem de professores – ressalta.

Outro erro esclarecido no e-book é o fato das pessoas acreditarem que todos os profissionais da saúde sabem identificar o transtorno. Segundo o neuropediatra, a capacidade de diagnosticar requer conhecimento profundo sobre todos os aspectos do TDAH, como, por exemplo, saber analisar o quadro clínico, o perfil do portador, os aspectos neuropsicológicos e entender os protocolos internacionais para o diagnóstico e tratamento.

- Nossas faculdades de Medicina estão ainda em fase de implementação curricular acerca desse transtorno e muitas residências médicas ainda carecem de abordar o assunto sem muita teoria e muita pouca prática - alerta. 

Por isso, Dr. Clay diz que é fundamental os pais e profissionais da educação pesquisarem bastante sobre o assunto para poder ajudar essas crianças. “Caso familiares e professores não se fiquem atentos ao problema, esse jovem pode ter grandes prejuízos e frustrações na aprendizagem escolar”. 
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Já conhece o site oficial do George R.R. Martin no Brasil?


A editora LeYa lançou, no início de julho, o site oficial do autor deA Guerra dos Tronos no Brasil.

Confira o site e tenha acesso a conteúdo inédito, wallpapers, galerias de imagens, concursos, promoções especiais, análises sobre as obras do autor e muito mais.

E que tal já ler um capítulo do livro inédito Ventos do Inverno? Basta ir na seção "Para fãs" e se preparar para o 6º livro de As Crônicas de Gelo e Fogo!


Veja também mais sobre o universo de Wild Cards, Caçador em Fuga, Sonho Febril e todos os universos criados pelo autor de ficção fantástica mais importante da atualidade.


Cadastre-se também no fã-clube, na página "Bônus", para receber material em primeira mão.

E lembrem-se: o inverno já chegou...
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Mais famosa obra de Mary Shelley, Frankenstein, é relançada pelo selo Via Leitura


Frankenstein, de Mary Shelley, é reeditado pelo selo Via Leitura, da Edipro. O livro, publicado pela primeira vez em 1818, mistura elementos de terror e ficção científica e, rapidamente, tornou-se um grande clássico da literatura gótica. Desde então, a obra é considerada uma das maiores e mais fascinantes histórias de horror de todos os tempos.

Em uma mansão da Suiça, Mary e Percy Shelley, o poeta Lord Byron e o escritor John Polidori ficaram presos por conta de grandes tempestades e resolveram cada um fazer um conto de terror, e essa foi a origem de um dos monstros mais famosos do mundo.

Segundo a autora, após muita observação das conversas entre Lord Byron e Percy Shelley (um grande poeta, além de marido da autora) sobre doutrinas filosóficas e ciências, como o darwinismo, a autora sentiu-se estimulada a escrever uma obra que trouxesse elementos fantásticos e sombrios associados à ciência. O resultado foi uma produção de tirar o fôlego do mais ávido leitor.

O livro, de Mary Shelley, quebrou paradigmas e lançou vários aspectos importantes para a literatura de ficção. Victor Frankenstein é um cientista que se empenha em um experimento que tem o intuito de retomar a vida de um ser inanimado. Isso resulta na concepção de uma criatura sobre-humana e monstruosa que passa a lhe perseguir, tornando-se um arquétipo de seu próprio criador.

Este aspecto do enredo é responsável pela força desta história. Entre várias peculiaridades geniais, também se destaca a abordagem das dualidades humano/inumano e natural/artificial.
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Em livro infantil, roteirista do Castelo Rá-Tim-Bum apresenta a Idade Média aos leitores



Abelardo tem dez anos e vive em um feudo em plena Idade Média. Gosta de desenhar dragões nas paredes do castelo e, mesmo que lhe digam o contrário, tem certeza de que eles existem. Assim como acredita que o pai, que partira anos antes para as Cruzadas, voltará para casa. Eis que um dia um intrigante mapa, indicando um local onde viveriam as criaturas aladas, cai em suas mãos. O garoto, corajoso, parte em busca dessa terra desconhecida, embarcando em uma viagem fantástica, repleta de espantos e surpresas, que confundirá os limites entre desejo e realidade.

A lenda de Abelardo, nova narrativa de aventura e fantasia de Dionisio Jacob, tem tudo para agradar os pré-adolescentes. A rica ambientação de época, baseada em pesquisa histórica sobre costumes e contexto sociocultural, e o inventivo mundo imaginário, rico em detalhes e coerência interna, combinam-se perfeitamente numa trama que, além de entreter combinando humor, emoções e sagacidade, chama atenção para questões atuais, como preservação ambiental e biodiversidade.

As vinhetas em preto e branco, feitas pelo ilustrador Rogério Coelho, inserem novos elementos na narrativa, contribuindo para o enriquecimento da leitura e instigando a imaginação.

Sobre o autor: Dionisio Jacob nasceu em São Paulo, em 1951. Autor de novelas, romances e contos para jovens e adultos, é também ilustrador e arte-educador. Foi um dos fundadores do grupo de teatro Pod Minoga, além de roteirista de programas de TV infanto-juvenis da década de 1990, como Castelo Rá-Tim-Bum, Cocoricó e TV CRUJ. Recebeu prêmios importantes, como Menção Honrosa no prêmio Jabuti, em 2002, e Melhor Livro no concurso da UBE, em 2005. Pela SM, publicou também: A espada e o novelo, A flauta mágica, A fenda do tempo e Sonho de uma noite de verão.

Sobre o ilustrador: Rogério Coelho nasceu em São Paulo, em 1975. É ilustrador profissional desde 1997. Já ilustrou mais de sessenta livros de literatura infanto-juvenil, além de quadrinhos, revistas e didáticos. Recebeu diversos prêmios, como a exposição "Ilustrando em Revista" da Editora Abril e o prêmio Jabuti em 2012. Também foi finalista do prêmio Abril de Jornalismo na categoria ilustração, em 2011.
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Faro Editorial lança série, “Para Amar” Clarice Lispector e Graciliano Ramos


Por que um autor se torna um clássico? Por que continuam a ser lidos e admirados por tantas décadas? Como é possível ler essas obras e apreciar suas inovações? E, como elas acontecem no texto desses autores?

Nossa literatura é rica de escritores que criaram estilos únicos para contar histórias, bastante lidas, mas nem sempre compreendidas sob o signo de sua inovação e arte. Mergulhar numa obra literária e absorver os os aspectos e ideias mais relevantes pode ser complicado sem um caminho de orientação e, muitas vezes, é complexo até para pessoas ligadas a Literatura.

Foi pensando em aproximar as obras de seus leitores, naquilo que elas têm de mais especial, a Faro Editorial criou a série “Para Amar”. Não se trata de um resumo de obras, pelo contrário. A coleção guia o olhar do leitor para entender a narrativa dos autores a partir do conjunto de suas várias obras, servindo com um roteiro para que qualquer pessoa seja capaz de observar os aspectos mais importantes da obras-primas de nossa literatura.


A Ideia da série?


Os autores se tornam clássicos por terem sido considerados como a melhor produção literária de sua época em termos de arte, de inovação, de exercício da linguagem. No entanto, dizer isso aos leitores atuais não é suficiente. É preciso mostrar onde acontece esse destaque, como acontecem e por quê.


Como isto é feito?


Na obra de Graciliano, Ivan Marques destaca os momentos-chave em que o autor estabelece algumas
de suas principais marcas estilísticas como

a incomunicabilidade, a loucura, críticas a condição humana, estilo seco, conciso e sintético, e uma busca por objetividade e clareza, em obras como São Bernardo, Angústia, Memórias do Cárcere, Caetés, Vidas Secas entre outras.

Na obra de Clarice, Emilia Amaral encontra elementos bem diferentes: a individualidade, a voz dos que não tem espaço, o inconsciente, a narrativa desordenada, a busca existencial, a metafísica, o caos interno, a visão psicanalítica. E ela utiliza trechos de livros como A hora da Estrela, Laços de Família, A paixão segundo GH, Perto de um coração selvagem, entre outros, incluindo mais de uma dezenas de contos.

O diferencial da coleção é mostrar a arte, no momento em que acontece, com a transcrição de trechos das respectivas obras com a ideia de indicar aos leitores como observar o que é mais importante naquele autor, algo que os consagraram com destaque em nossa Literatura.

Os primeiros volumes da coleção chegam às livrarias em agosto pela Faro Editorial, “Para Amar Clarice” e “Para Amar Graciliano”, foram escritos por dois especialistas em literatura brasileira, Emília Amaral e Ivan Marques, que reunirem qualidades especiais: larga formação em literatura brasileira e capacidade de falar (e escrever) para público não acadêmico.

Na coleção, o leitor também irá encontrar um pouco mais sobre a biografia cada autor. Trata-se de uma coleção focada em leitores que desejam expandir sua forma de ler literatura nacional, sem as urgências dos concursos universitários.
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